IMPLICAÇÕES E RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA A PROMOÇÃO DA AUTO-CONFIANÇA
De acordo com o autor Viana (1990) é importante desempenhar algumas estratégias junto dos atletas para que se promova uma maior auto-confiança desportiva nos mesmos, nomeadamente aos mais jovens. Assim vejamos:É importante reter que a determinar a auto-confiança do atleta está a auto-percepção de que é capaz de executar as tarefas que lhe são solicitadas para a sua actividade. Então podemos dizer que os atletas só poderão sentir-se confiantes se estiverem bem preparados sob o ponto de vista físico e técnico: Força, rapidez, flexibilidade e resistência são ingredientes indispensáveis para encarar as exigências desportivas, necessitando, por isso de ser bem assimilados e ajustados.Como se pode verificar estas são verdades la palice. Mas como consegui-lo com o seu grupo de treino?A familiarização parece ser a palavra de ordem, já que quando o atleta conhece as características inerentes à competição a que vai estar sujeito, reduz a incerteza e a probabilidade de ocorrência de distracções negativas para os atletas e o jogo. Familiarizar implica um trabalho, por parte do treinador, anterior à competição propriamente dita, através de simulações durante os treinos com técnicas da modalidade, mas também estratégias de competição: livres e situações de grande penalidade.Em segundo lugar devem ser elaboradas “rotinas pré-competitivas de aquecimento”, porque a inexperiência de alguns atletas mais novos pode ser determinante para distracções que não foram eliminadas em treinos mais rigorosos e estruturados (tanto no que se refere à ordem da sua execução, bem como quais deverão ou não ser treinados em determinada situação).Este aquecimento, acima mencionado, é de suma importância também para uma melhor adaptação às condições do espaço físico e treino de competências mais específicas que não haviam sido ainda assimiladas.
Em terceiro lugar, é curioso notar que quando o treino é estruturado com actividades, tempo limite, intensidade das tarefas etc., tal qual se trate de uma elevada competição, reduz a sua importância, e que pode ser determinante para reduzir estados de tensão que trazem implicações para um bom resultado. Mais concretamente:- Manipular o marcador;- Solicitar a demonstração de rotinas competitivas interpolando com exercícios de visualização mental da situação de competição;- Utilizar o equipamento da competição;Praticar estratégias de confrontação de erros;- Sobre-simulação da competição – exagero das condições reais de competição, em simulação;- Observar a aprender com melhores atletas, assistindo às suas competições, sistemas e estruturas de jogo e tácticas;- Organizar entrevistas com esses atletas;
O local de competição, como quarto elemento, parece ter implicações para o desempenho de actividades desportivas. O treinador pode fornecer:- Fotografias;- Visitas aos locais;- Filmes- Relatos verbais.
Em quinto lugar, uma questão relacionada com a tomada de conhecimento de estados fisiológicos e psicológicos que podem explicar reacções que podem ser erradamente interpretados pelos atletas, dado que nem sempre reconhecem determinadas transformações que ocorrem em competição.
Finalmente, a familiarização com os adversários:- Descrever os atletas, tanto a nível das suas potencialidades, como os pontos fracos;- Descrição que corresponda a realidade;- Enumeração de estratégias de confronto que aqueles mais utilizam, bem como formas de o diminuir;- Quando as diferenças entre as equipas é muito elevada, devem ser valorizadas metas e não o objectivo final.
